Uma Revolução Silenciosa na Psicologia: Construindo Pontes com a Cognição 4E e o Processamento Preditivo

A psicologia, desde suas origens, tem sido marcada por tensões e transformações que compõem a sua evolução. Ainda não há consenso sobre o seu objeto de estudo, o que faz dela uma ciência pré-paradigmática, no dizer de Thomas Kuhn1 (KUHN, 1997).

Cada nova abordagem reflete o entendimento de seus criadores sobre um tema tão complexo como a mente humana em sua diversidade. O problema, já diziam os antigos, é ter a mente ao mesmo tempo como instrumento de investigação e objeto de estudo.

Segundo essa resenha bibliográfica (CASSEP-BORGES, 2009) do livro A ciência da mente: a psicologia em busca de seu objeto (PASQUALI, 2008),

“A Psicologia é uma ciência que evoluiu muito pouco se comparada à Física ou à Biologia. A humanidade está longe de criar um modelo de psicoterapia que funcione com a eficácia dos equipamentos eletrônicos ou de manipulações genéticas nos organismos. Isso se deve em parte ao pouco tempo de existência da Psicologia, mas também à confusão teórica da área.” (Cassepp-Borges, 2009, p. 425)

Minha ambição como psicólogo é dar a minha contribuição para construir (mais) um arcabouço teórico na tentativa de integrar essas diversas perspectivas, utilizando como base a cognição 4E (Encarnada, Enraizada, Estendida e Enativa) e o Processamento Preditivo, para criar pontes entre teorias e práticas, ainda hoje vistas como separadas.

Eu sei que isso já foi tentado antes, e sempre esbarra na disposição pessoal para o consenso. Mentes são teias entrelaçadas de vieses, e pouco mais do que isso. Mas isso é muita coisa. Isso faz toda a diferença do mundo.

Uma Breve Trajetória

A psicologia moderna começou com Wilhelm Wundt, que, no final do século XIX, fundou o primeiro laboratório dedicado ao estudo científico da mente. Sua abordagem experimental focava no conteúdo da introspecção, analisando conteúdo consciente, buscando descrever os processos mentais em termos estruturais.

Em 1900, embora embasado em estudos anteriores iniciados no século XIX, em parceria com Josef Breuer, Sigmund Freud lança sua obra seminal A Interpretação dos Sonhos trazendo para a cena psicológica dois conceitos desafiadores: O inconsciente, definido como o lugar do recalque, dos conteúdos reprimidos por valores internalizados, e a libido, definida como energia sexual. Isso escandalizou e fascinou a puritana Europa Vitoriana, e difundiu-se nos anos 30, com a progressiva ascenção do nazismo na Alemanha, para o mundo inteiro.

Nos anos 1910, surgiu o behaviorismo, numa reação direta à tradição oriunda de Wundt e seu uso experimental da introspecção. James Watson, em seu artigo clássico Psychology as the Behaviorist Views It (WATSON, 1913), propôs uma psicologia científica baseada exclusivamente em comportamentos observáveis, descartando a subjetividade humana como objeto de estudo da psicologia.

Mais tarde, em 1930, em seu livro Behaviorism, ele chegou a dizer:

Dê-me uma dúzia de crianças saudáveis, bem formadas, e meu próprio mundo especificado para criá-las, e eu garanto que, ao pegá-las aleatoriamente, posso treiná-las para se tornarem qualquer tipo de especialista que eu escolher — médico, advogado, artista, comerciante e, sim, até mendigo e ladrão, independentemente de seus talentos, inclinações, tendências, habilidades, vocações e raça de seus ancestrais (WATSON, 1930, p. 82)

Mesmo para os padrões da época, um tempo e um povo que considerava a eugenia racista uma prática cientificamente válida para melhorar a espécie humana, isso soou ousado. Não me admira que tenha terminado seus dias como marketeiro2.

A controvérsia mais radical, no entanto, foi o famoso caso do pequeno Albert. Watson ensinou deliberadamente uma criança a sentir medo, baseado no conceito de condicionamento da época, criado por Ivan Petrovich Pavlov, que em 1904 havia ganho o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina3. A promessa era a de que biologia não era destino.

Até hoje, este experimento é um modelo do que não fazer em pesquisa psicológica.

E sim, havia pessoas como John Dewey, que se opunham ao uso sem reservas do conceito de arco-reflexo na psicologia(DEWEY, 1896)4, ainda no século XIX.

Na década de 1940, Bhurrus Frederick Skinner sofisticou as formulações comportamentais. Rotulando o trabalho de Pavlov e Watson como condicionamento clássico (tal como, no campo da música erudita, chamamosTchaikowsky, ou Beethoven, ou seja, equivalente funcional de referência).

Skinner criou o conceito de condicionamento operante. Em vez de uma mera extensão conceitual do arco reflexo para a psicologia, Skinner elaborou toda uma nova ciência, a Análise do Comportamento, como a alternativa científica ao “resto” da psicologia. E essa ciência já trazia sua própria filosofia, o behaviorismo radical.

Skinner defendia que o comportamento poderia ser compreendido e modificado sem recorrer a conceitos como inconsciente ou cognição.

Nos anos 1950, o foco científico começou a migrar para os modelos computacionais da mente, marcando a chamada revolução cognitiva. Essa abordagem trouxe a metáfora do cérebro como um computador, com enfoque no processamento de informações. O cérebro processaria dados sensoriais, e a mente, entendida como representação do mundo sensível, seria resultado deste processamento.

Foi quando o behaviorismo começou a perder força. Skinner tinha planejado até compor o esforço de guerra treinando pombos-bomba(SKINNER, 1960), mas consta que os pombos tinham planos diferentes.

Com o advento do computador, após a segunda guerra, as pessoas voltam a ser mais importantes do que os pombos, como modelos para a elaboração de uma psicologia humana. Que os pombos se ocupem de sua própria psicologia!

Mas nem tudo é dissenso, no mundo das teorias psicológicas. Aaron Beck, por exemplo, tinha formação psicanalítica, e um temperamento fortemente pragmático. Concluiu através de seus estudos sobre depressão como psicoterapeuta clínico, que as crenças e os esquemas de crenças tinham um papel “mediador” na relação de um organismo e seu ambiente.

Beck é um visionário de diversas perspectivas. Uma das mais empolgantes é a sua tentativa, em um pequeno livro de 1997, lançado no Brasil pela Artmed em 2000 (BECK, 2000), de apresentar a Terapia Cognitiva como psicologia integrativa. Foi este seu trabalho que inspirou minha ambição de contribuir para este projeto, agora que sabemos mais sobre a natureza da cognição, e temos condições de fazer melhores perguntas a uma ciência da mente.

Falar mente sem receio de ser corrigido me traz uma certa sensação de alívio, pois como eu já relatei em outros lugares deste blog, estive numa relação séria com o behaviorismo radical por alguns anos. Mas,

Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo (SEIXAS, Raul. COELHO, Paulo, 1973)

Integração Teórica: Cognição 4E e Processamento Preditivo

A cognição 4E propõe que a mente não pode ser separada do corpo e do ambiente. Ela desafia a visão tradicional de que a cognição é puramente interna, argumentando que é embutida no contexto físico e social, estendida para além do cérebro e enativa, ou seja, moldada pela interação dinâmica com o mundo. Por outro lado, o Processamento Preditivo (PP), descreve o cérebro como uma máquina de previsões, que constantemente ajusta seus modelos internos para minimizar erros preditivos com base no feedback sensorial.

O PP é herdeiro das teorias representacionistas que vêem o cérebro como um computador. Mas ao longo dos anos, essas teorias vieram dialogando dentro do contexto da ciência cognitiva com autores não-representacionistas, e elaborando pontes entre si. Ciência precisa ser vista como a construção de pontes.

Se a tarefa principal do cérebro é prever, a ciência é, dos conhecimentos humanos, aquele que melhor faz isso. Prevendo então a hecatombe inevitável derivada do fato de que nosso modo coletivo de existir no mundo tornou-se um fator de desequilíbrio ecológico, precisamos ao menos ter um consenso sobre o que a ciência psicológica estuda.

Ainda que à primeira vista essas abordagens pareçam incompatíveis – especialmente porque a cognição 4E muitas vezes rejeita o uso de representações internas, enquanto o processamento preditivo chega, com alguns de seus proponentes, à idéia de que a realidade, tal como a conhecemos é pouco mais do que representação, pensadores como Andy Clark têm demonstrado que elas podem dialogar.

Minha ambição é levar esse diálogo para o campo da psicologia clínica, unindo as forças de ambas as perspectivas para compreender questões como regulação emocional, construção de sentido e comportamento humano em contextos complexos.

Em vez de entender o cérebro como um computador, a ciência cognitiva contemporânea tem, cada vez mais, entendido o computador como um cérebro, invertendo a metáfora. As Inteligências Artificiais Gerativas são um reflexo dessa nova visão5.

Uma Perspectiva para a Clínica do Autismo

O autismo às vezes desperta a impressão de que escolhemos um termo abrangente demais, ou definimo-lo de forma demasiado abrangente, porque nele cabem pessoas muito diferentes entre si.

Sua diversidade de manifestações e necessidades de suporte exige uma abordagem clínica que vá além de categorias rígidas ou intervenções unidimensionais. A integração entre C4E e PP oferece uma estrutura promissora para entender as particularidades do espectro autista e desenvolver intervenções personalizadas nas áreas de Regulação e Co-regulação Emocional e Sensorial, Interação Social de uma maneira Transacional, como preconiza o Modelo SCERTS, que é referência para nós da Casa da Esperança há tantos anos, para prover Estratégias de Suporte Individualizadas.

Na prática clínica, essas abordagens ajudam a construir intervenções que valorizam as experiências autistas e criam ambientes que favorecem o desenvolvimento e o bem-estar.

Supervisão Clínica como Laboratório de Integração

Minha prática como supervisor clínico institucional da Casa da Esperança é outro motivador dessa busca por integração. Coordeno um grupo de psicólogos de diversas abordagens teóricas, que se reúne regularmente para discutir casos, trocar ideias e explorar como teorias diversas podem se complementar. Essas reuniões são gravadas, transcritas e resumidas com o auxílio de inteligência artificial, criando um registro detalhado que pode, futuramente, informar publicações e práticas clínicas mais amplas.

Destaco aqui que todas as contribuições dos colegas, e menções eventuais de casos clínicos são tratadas com o devido protocolo ético. As gravações são de acesso restrito, bem como as ideias ou reflexões desses encontros, caso sejam utilizadas em eventuais publicações, as atribuições serão devidamente feitas, valorizando o caráter colaborativo dessas discussões.

Uma Visão para o Futuro

Assim como Andy Clark trabalhou para integrar a cognição 4E e o processamento preditivo, minha meta é construir pontes entre diferentes psicologias, oferecendo um framework que respeite tanto a subjetividade quanto a ciência. Essa integração tem o potencial de unir conceitos centrais da psicanálise, TCC, análise do comportamento e psicologia humanista, criando intervenções mais inclusivas, eficazes e fundamentadas.

“Pra quê?”, alguém poderia perguntar. Já existem abordagens que respeitam a subjetividade. Até mesmo ABA pode ser aplicada de uma forma respeitosa, embora isso seja um desafio conceitual. A minha resposta para isso é que esse é meu jeito de fazer psicologia. É possível que essa busca desemboque em um Mestrado, que está com tudo para acontecer em 2026. Enquanto isso, vou soltando minhas patacas por aqui. Gosto de dialogar e discutir, e não me intimido facilmente.

Se essa minha costura teórica lhe diz algo, se ela lhe remete à sua própria psicologia, comente aí embaixo… Cada psicólogo termina por imprimir sua subjetividade no seu trabalho. É como cozinhar: começamos seguindo receitas à risca. Depois, nos tornamos artistas. E artistas, como diz Pablo Picasso, os grandes artistas, à diferença dos medíocres, que copiam, esses, roubam. Esse blog é o resultado de mais de 30 anos de pilhagem.

Referências Bibliográficas

  • BARON-COHEN, S. The pattern seekers: A new theory of human invention. New York: Basic Books, 2020.
  • BECK, A. T. Cognitive therapy and the emotional disorders. New York: International Universities Press, 1976.
  • BECK, Aaron T.; ALFORD, Brad A. O Poder Integrador da Terapia Cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • CASSEPP-BORGES, Vicente. A ciência da mente: a Psicologia em busca de seu objeto. Revista Interamericana de Psicologia, v. 43, n. 2, p. 367-370, 2009.
  • CLARK, A. Surfing uncertainty: Prediction, action, and the embodied mind. Oxford: Oxford University Press, 2016.
  • DEWEY, John. The Reflex Arc Concept in Psychology. The Psychological Review, v. 3, n. 4, p. 357-370, 1896. Disponível em: https://archive.org/details/DeweyReflexArc. Acesso em: 17 nov. 2024.
  • FREUD, S. The interpretation of dreams. London: Hogarth Press, 1900.
  • HOHWY, J. The predictive mind. Oxford: Oxford University Press, 2013.
  • KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 5. ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997.
  • LAURENT, A.; PRENDERGAST, C.; WINTON, A. S. W. The SCERTS model: A comprehensive educational approach for children with autism spectrum disorders. Baltimore: Brookes Publishing, 2007.
  • METAMORFOSE ambulante. Intérprete: Raul Seixas. Compositor: Raul Seixas. In: Krig-Ha, Bandolo!. Intérprete: Raul Seixas. São Paulo: Philips, 1973. 1 disco de vinil, lado A, faixa 1.
  • PASQUALI, Luiz. A ciência da mente: a psicologia em busca de seu objeto. São Paulo: Artmed, 2008.
  • SKINNER, B. F. Science and human behavior. New York: Macmillan, 1953.
  • SKINNER, B. F. Pigeons in a Pelican. American Psychologist, v. 15, n. 1, p. 28-37, 1960.
  • VARELA, F. J.; THOMPSON, E.; ROSCH, E. The embodied mind: Cognitive science and human experience. Cambridge: MIT Press, 1991.
  • WATSON, J. B. Psychology as the behaviorist views it. Psychological Review, v. 20, n. 2, p. 158-177, 1913.
  • WATSON, John B. Behaviorism. New York: W.W. Norton & Company, 1930. p. 82.
  • WUNDT, W. Principles of physiological psychology. Leipzig: Engelmann, 1874.
  1. No contexto da filosofia da ciência de Thomas Kuhn, o termo “pré-paradigmático” refere-se a uma fase inicial no desenvolvimento de uma disciplina científica, caracterizada pela ausência de um paradigma dominante. Durante esse período, não há consenso entre os pesquisadores sobre teorias, métodos ou práticas, resultando em múltiplas abordagens concorrentes e debates sobre os fundamentos da área. Essa diversidade reflete a busca por uma estrutura unificadora que possa orientar a pesquisa futura. ↩︎
  2. FRAZÃO, Dilva. Biografia de John Watson. eBiografia. Disponível em: https://www.ebiografia.com/john_watson/. Acesso em: 17 nov. 2024. ↩︎
  3. NOBEL PRIZE. Ivan Pavlov – Biographical. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1904/pavlov/biographical/. Acesso em: 17 nov. 2024. ↩︎
  4. John Dewey, em seu artigo “The Reflex Arc Concept in Psychology” (1896), critica a aplicação irrefletida do conceito de arco reflexo na psicologia. Ele argumenta que a visão tradicional(à época) fragmentava a experiência em partes isoladas, como estímulo, processo central e resposta, desconsiderando a natureza contínua e integrada do comportamento humano. Dewey enfatizava que “o estímulo sensorial é uma coisa, a atividade central, representando a ideia, é outra, e a descarga motora, representando o ato propriamente dito, é uma terceira” (p. 358). Essa abordagem, segundo ele, resulta em uma “conjunção mecânica de processos não relacionados” (p. 358), negligenciando a interdependência entre os componentes e a influência do contexto ambiental. Dewey propõe uma perspectiva mais holística, na qual “o estímulo sensorial, as conexões centrais e as respostas motoras devem ser vistos, não como entidades separadas e completas em si mesmas, mas como divisões de trabalho, fatores funcionais, dentro do todo concreto único” (p. 358). ↩︎
  5. O nome Inteligência Artificial é questionável, mas não sua utilidade para a integração do conhecimento, e a pesquisa, num mundo cada vez mais saturado de informação. Eu mesmo uso pesadamente diversas IAs para pesquisar e referenciar o conteúdo deste blog ↩︎

3 respostas para “Uma Revolução Silenciosa na Psicologia: Construindo Pontes com a Cognição 4E e o Processamento Preditivo”.

  1. Avatar de Cognição Ecológica e Enativa: Oportunidades de Ação e Aprendizagem – Psicologia Clínica de Fundamentação Neurocognitiva

    […] The Skilled Intentionality Framework (SIF). Estou desenvolvendo uma série de reflexões sobre a Cognição 4E2, (encarnada, enraizada, enativa e estendida) com o objetivo de estabelecer (inclusive para mim […]

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  2. Avatar de A Mente Extendida e Preditiva: Andy Clark Desafiando Paradigmas Cognitivos e Comportamentais – Psicologia Clínica de Fundamentação Neurocognitiva

    […] mencionei em artigos anteriores, essa abordagem é, muitas vezes, conflitante com o modelo computacional e representacional […]

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  3. Avatar de Repensando a Heterogeneidade: É o autismo uma entidade biológica? – Psicologia Clínica de Fundamentação Neurocognitiva

    […] Outro conceito fundamental abordado nos artigos é o entendimento do autismo como um fenômeno transacional, onde as características autistas emergem da interação dinâmica entre outros fatores neurobiológicos (além da epigenética) e ambientais. Essa perspectiva rejeita explicações exclusivamente genéticas ou ambientais, propondo uma abordagem integrada que reconhece a natureza contextual de um ser humano. […]

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Sou Alexandre Costa

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Psicólogo Clínico especializado em autistas adultos, Supervisor Clínico Institucional da Casa da Esperança com mais de 30 anos de experiência com pessoas autistas de todos os nós do espectro.