Sua mente não termina onde seu crânio começa. Pense nela como uma rede que se estende além de você, conectando-se a ferramentas, ambientes e até mesmo às pessoas ao seu redor. Essa é a proposta radical da cognição estendida, um conceito que desafia as visões tradicionais do que significa pensar, e até mesmo sentir.
Dados da neurociência contemporânea mostram que muitas de nossas capacidades cognitivas não se restringem ao cérebro, mas se ampliam para o ambiente, utilizando recursos externos para potencializar o processamento de informações (CLARK, A.; CHALMERS, D., 1998). Por exemplo, considere um terapeuta em uma sessão de psicoterapia. Os recursos que ele utiliza – desde o ambiente terapêutico até a linguagem específica que escolhe – funcionam como extensões de sua prática clínica, influenciando a forma como ambos, terapeuta e paciente, cocriam significados e compreendem as experiências apresentadas.
A visão tradicional
Nosso entendimento clássico da mente muitas vezes se assemelha a um computador isolado, processando informações de maneira ordenada, como se os pensamentos fossem dados que entram e saem. Este entendimento começou a ser questionado a partir da década de 90 (VARELA, F. J.; THOMPSON, E.; ROSCH, E., 2016), à medida em que dados da neurociência começaram a desafiar o Individualismo Metodológico.
Mas, e se a mente for mais do que isso? As pesquisas em neurociência e psicologia cognitiva sugerem que nossos processos cognitivos ultrapassam os limites do cérebro, incorporando o mundo ao nosso redor (NEWEN, A.; BRUIN, L. DE; GALLAGHER, S. , 2018). Estudos sobre memória, por exemplo, indicam que a utilização de dispositivos externos, como cadernos ou smartphones, faz parte da maneira como armazenamos e recuperamos informações, reforçando a ideia de que a cognição se estende para além do corpo.
Intenção Habilidosa
Um exemplo clássico é o do uso de ferramentas. Pense em um martelo nas mãos de um carpinteiro ou em uma faca nas mãos de um chef. Não são apenas objetos; eles se tornam extensões de quem os utiliza, moldando a maneira como percebem e interagem com o mundo. Suas ferramentas sugerem o exercício de uma intenção habilidosa.
Agora, traga isso para o contexto clínico: um psicoterapeuta que usa uma escala de avaliação ou um questionário estruturado está utilizando essas ferramentas para aprofundar a compreensão sobre o estado mental do paciente.
Essas ferramentas permitem organizar informações de forma sistemática, facilitando a identificação de padrões emocionais e comportamentais que seriam difíceis de perceber sem esse tipo de suporte.
Da mesma forma, um smartphone hoje não é apenas um dispositivo, mas um componente essencial de como pensamos, aprendemos e nos comunicamos. Esse conceito vai ainda mais fundo: não apenas usamos as ferramentas, mas também construímos ambientes que refletem e ampliam nossas capacidades cognitivas.
Uma rede cognitiva
Agora, levemos essa ideia para o plano social. Nossas interações, sejam conversas informais ou colaborações profundas, são também extensões de nossa cognição. Como indicam pesquisas recentes em neurociência social, a sincronia entre participantes durante uma conversa, como a coordenação de gestos e expressões faciais, está associada à ativação de áreas semelhantes do cérebro, sugerindo uma forma de cognição compartilhada que vai além da experiência individual.
Um exemplo claro disso ocorre em grupos de supervisão clínica, onde diferentes profissionais compartilham suas visões sobre um caso específico. Essas trocas não apenas trazem novas perspectivas, mas moldam a própria compreensão do terapeuta sobre as abordagens a serem tomadas, enriquecendo o entendimento do caso de forma coletiva e prática.
Não apenas compartilhamos pensamentos; cocriamos novos significados. Pense em como uma troca de ideias pode levar a uma percepção que nenhum dos interlocutores teria sozinho. É como uma dança mental, onde os movimentos de um influenciam e transformam os do outro.
Mas, claro, há limites. Não podemos realmente acessar a experiência subjetiva de outra pessoa: Apenas inferi-la a partir da nossa própria. E quando nos deparamos com ideias tão complexas que não temos referência incorporada para simulá-las?
Aqui entra a flexibilidade impressionante da mente humana: somos capazes de tecer múltiplas estratégias – empatia, raciocínio abstrato e conhecimento prévio – para dar sentido ao que nos desafia.
Esse conceito de cognição estendida não é apenas fascinante; é transformador. Ele nos convida a reconsiderar onde a mente começa e termina. Nos vemos não como indivíduos isolados, mas como parte de uma teia maior, onde mentes, ferramentas e ambientes se entrelaçam.
E, nesse entrelaçamento, emerge algo belo: uma visão mais ampla de nós mesmos e do mundo. É nesse contexto que a cognição estendida se contrapõe ao modelo ‘sanduíche’ tradicional, que vê o cérebro como um processador isolado entre estímulos de entrada e respostas de saída. Ao invés disso, a cognição estendida propõe que nossa mente ultrapassa esses limites e se expande pelo ambiente e pelas interações que cultivamos. Afinal, quem somos, se não aquilo que criamos e compartilhamos em interação constante com o que nos cerca?
Homo Habilis
Um exemplo fascinante de cognição estendida está na forma como ferramentas comuns, como um martelo ou um smartphone, não apenas ampliam nossas capacidades físicas, mas também se tornam uma parte integral de nossa própria maneira de pensar e perceber o mundo.
Quando um carpinteiro segura um martelo, a ferramenta deixa de ser apenas um objeto e se transforma em uma extensão do seu corpo e da sua mente, a ponto de o carpinteiro não precisar pensar conscientemente sobre o martelo em si, mas apenas na tarefa que precisa realizar. A ferramenta se integra ao seu fluxo de ação, sendo percebida quase como uma continuação natural de seus próprios músculos e intenções.
Da mesma maneira, a tecnologia contemporânea, como os smartphones, se tornou uma extensão cognitiva essencial na vida de muitas pessoas. Esses dispositivos não apenas armazenam informações, mas também moldam como nos comunicamos, como aprendemos e até como resolvemos problemas.
Nossa memória, por exemplo, não é mais algo que reside puramente em nossos cérebros. Utilizamos o smartphone como um suporte externo, uma espécie de memória auxiliar que mantém datas importantes, anotações e contatos. Isso transforma a natureza do que significa lembrar e como interagimos com o mundo.
A tecnologia, nesse sentido, cria nichos e ambientes que expandem nossa mente de maneiras antes inimagináveis.
Esses exemplos nos ajudam a entender que a cognição não é um processo isolado e autocontido, mas algo que se estende, se adapta e se transforma em interação contínua com o ambiente.
A neurociência contemporânea, ao investigar fenômenos como o uso de ferramentas e a externalização da memória, reforça essa ideia ao demonstrar que nosso cérebro se adapta constantemente aos suportes externos que utilizamos para pensar, aprendendo a utilizá-los de maneira integrada.
Nichos Cognitivos: Cocriamos Nosso Próprio Ecossistema
Além disso, a construção de ambientes cognitivos é um elemento essencial para a cognição estendida. Quando falamos em nichos cognitivos, estamos nos referindo a como modificamos ativamente nossos espaços para facilitar o pensamento e a aprendizagem. Isso pode acontecer em um nível muito simples, como organizar uma mesa de trabalho de modo a deixar todas as ferramentas necessárias ao alcance das mãos, ou em um nível mais complexo, como a criação de tecnologias que influenciam a maneira como estruturamos e armazenamos o conhecimento.
Imagine, por exemplo, um cientista que desenvolve uma série de anotações visuais e diagramas em uma lousa durante uma sessão de brainstorm. A lousa se torna um espaço de externalização cognitiva, permitindo que as ideias sejam manipuladas fisicamente e visualmente, de forma a ampliar a capacidade do cientista de perceber conexões e elaborar hipóteses.
Em psicoterapia, podemos observar algo semelhante quando o terapeuta utiliza o quadro branco para esquematizar pensamentos automáticos ou o ciclo de uma reação emocional junto ao paciente. Essa externalização ajuda o paciente a visualizar seus padrões internos, promovendo um novo nível de compreensão e controle sobre os próprios processos. Esses ambientes, sejam eles físicos ou digitais, funcionam como uma extensão das capacidades do cérebro, permitindo que a cognição se expanda e se organize de maneira mais eficiente.
A construção de ambientes cognitivos está presente em diversas situações do nosso dia a dia. Quando utilizamos post-its para organizar ideias, ou quando configuramos um aplicativo de agenda para nos lembrar de compromissos importantes, estamos criando suportes externos que não apenas armazenam informações, mas também as tornam mais acessíveis e manipuláveis.
Dessa forma, esses ambientes moldam nossos processos de pensamento e ação, funcionando como elementos integrados à nossa cognição. A criação desses nichos reflete nossa habilidade única de modificar o ambiente para amplificar nossa capacidade mental.
Estamos constantemente ajustando e otimizando esses ambientes para tornar a cognição mais fluida e eficaz. Ferramentas e tecnologias são próteses cognitivas que ampliam nossas capacidades e, ao mesmo tempo, redefinem os limites da própria mente.
A noção de que estamos em constante construção de ambientes que ampliam nossa cognição é crucial para entender a dimensão de quão profunda e expansiva a nossa mente pode ser. Estamos sempre criando e modificando os nichos cognitivos que habitamos, e esses nichos, por sua vez, reconfiguram nossas capacidades cognitivas e nossas interações.
A Sinfonia da Mente Social: O Exemplo do Grupo “Neurodivergentes” da Casa da Esperança
Agora, vamos nos concentrar em algo que pode ser ainda mais fascinante: a cognição social. Quando duas mentes se encontram e começam a interagir, não é apenas uma troca de informações. Estudos em neurociência social mostram que durante interações bem-sucedidas, ocorre uma sincronização neural entre os participantes, como se os cérebros estivessem ‘tocando’ juntos.
Pense nisso como uma espécie de sinfonia onde cada um dos participantes toca um instrumento diferente, mas a música que surge é algo novo e único, algo que nenhum dos dois poderia criar sozinho. Esse processo de sincronia cerebral é evidenciado por medições de atividade neural, como as realizadas por EEG, que mostram padrões semelhantes em interlocutores durante uma conversa significativa.
Cada conversa, cada troca de olhares ou gestos é um momento de criação compartilhada. Um ótimo exemplo disso pode ser visto no grupo temático ‘Neurodivergentes’ da Casa da Esperança, que eu coordeno. Nesse grupo, os participantes, todos autistas, e alguns com TDAH, constroem coletivamente significados sobre suas experiências de neurodivergência.
A cada encontro, novas perspectivas surgem, não apenas pelo compartilhamento de vivências, mas pela cocriação de ideias, algo que seria impossível de alcançar de forma individual. Esse processo de coconstrução é uma demonstração poderosa da cognição estendida, onde a interação entre as mentes cria um ambiente de apoio, compreensão e inovação.
A cognição social é, na verdade, uma das formas mais ricas de cognição estendida. No grupo ‘Neurodivergentes’, a interação contínua entre os participantes transforma a compreensão individual de cada um, formando uma rede de suporte mútuo que vai muito além de uma simples soma de personalidades em interação.
É o ambiente social que amplifica as capacidades individuais, permitindo que cada um dos participantes do grupo alcance um nível de insight e autorreflexão que não seria possível isoladamente.
Vemos no grupo como as nossas mentes se conectam umas às outras, como uma rede, onde o significado é cocriado em tempo real. Pensa naquela vez que você estava debatendo uma ideia com um amigo e, de repente, algo surgiu — uma perspectiva que não teria aparecido se cada um estivesse pensando sozinho.
Em um contexto terapêutico, são os momentos de insight durante a terapia de grupo, onde a fala de cada participante ajuda os demais a entender melhor sua própria situação.
Essa nova compreensão não é algo que possa vir de um único participante; É cocriado por meio da dinâmica de grupo e do compartilhamento de experiências. É quase “mágico”, mas é apenas uma pequena demonstração de como nossas capacidades cognitivas são potencializadas quando na interação com os demais seres humanos.
E não são apenas as palavras. Nossos corpos também fazem parte dessa dança. Quando duas pessoas conversam, há uma sincronia que acontece nos gestos, nas expressões faciais, até mesmo na postura. É como se nossos corpos entrassem mesmo em uma dança. Essa ressonância física ajuda a construir uma conexão mais profunda e facilita a compreensão mútua.
Botox diminui a capacidade para espelhar, e portanto, identificar as emoções alheias
Estudos como o realizado em pessoas prestes a fazer uso cosmético de Botox (HAVAS, D. A. et al., 2010) demonstram a importância dessa ressonância: participantes que passaram pelo procedimento para remover rugas na testa, o que limitava sua capacidade de imitar expressões faciais, tiraram escores mais baixos no teste ‘Leitura da Mente através do Olhar’ de Simon Baron-Cohen, após o procedimento. Isso indica que a capacidade de imitar sutilmente as expressões faciais dos outros desempenha um papel crucial na compreensão empática e na leitura das emoções alheias (WOOD, A. et al., 2016).
Estamos literalmente nos ajustando uns aos outros, criando um tipo de conhecimento que é compartilhado, vivido e sentido em conjunto. Isso é evidenciado por estudos que observam o espelhamento de atividades cerebrais em interações sociais, onde os gestos e expressões de uma pessoa induzem padrões de ativação semelhantes na outra, facilitando uma compreensão mútua quase intuitiva.
É fascinante pensar como essa dimensão social da cognição estendida nos desafia a olhar para além do indivíduo. As interações sociais não são meros canais para passar informação de um lado para o outro; elas são oportunidades para cocriar, para fazer emergir novas ideias e significados que só fazem sentido no contexto do compartilhamento.
A cognição, assim, se torna uma palavra pequena para descrever essa experiência coletiva, onde cada um de nós é parte de algo maior, uma sinfonia cognitiva que só pode ser vivida em conjunto.
Limites da Extensão da Mente
Falemos agora sobre os limites e a flexibilidade da cognição estendida. Mesmo com todas essas ideias fascinantes, não podemos deixar de lado as questões sobre até onde vai essa extensão da mente.
A neurociência contemporânea ainda está explorando esses limites, tentando entender, por exemplo, até que ponto a incorporação de ferramentas externas realmente muda a estrutura funcional do cérebro e em que medida podemos considerar essas ferramentas como parte da própria mente.
Existem, sim, certos desafios e limites que precisamos considerar. Por exemplo, será que qualquer ferramenta pode realmente se tornar parte de nossa cognição? Ou há um limite para o quão profundamente podemos nos conectar com outras mentes? Essas são perguntas que nos obrigam a refletir sobre a essência do que significa ser humano e como definimos os limites do eu.
Pense na ideia de usar uma tecnologia avançada, como um exoesqueleto. Ele amplia as capacidades físicas de uma maneira muito mais orgânica e intensa do que um martelo ampliaria. Isso demonstra como algumas tecnologias se integram ao nosso corpo e mente de uma forma mais natural e imersiva, transformando a nossa própria experiência de ação e percepção.
De forma semelhante, pense em um psicoterapeuta que utiliza realidade virtual como ferramenta terapêutica para tratar fobias. A tecnologia se torna um meio de acesso direto ao mundo interior do paciente, permitindo que ele enfrente seus medos em um ambiente controlado.
Nesse caso, a realidade virtual não apenas amplifica as possibilidades de tratamento, mas se integra ao processo terapêutico como uma extensão das estratégias cognitivas do paciente.
O mesmo acontece com nossas interações sociais. Podemos estar em sincronia com outra pessoa durante uma conversa, mas até onde podemos realmente entender a sua subjetividade? A cognição estendida sugere que nossas mentes são flexíveis e expansivas, mas há sempre um elemento de subjetividade que permanece inacessível. Minhas sensações e emoções podem ser contagiosas, mas não extravasam os limites da minha pele.
Além disso, a cognição estendida é contextodependente. Nem sempre conseguimos (ou precisamos) integrar um elemento externo de forma tão fluida. Às vezes, o ambiente pode ser hostil, ou as ferramentas, inadequadas. Há uma flexibilidade na cognição estendida, mas também limitações ditadas pelo contexto e pelas nossas capacidades neste contexto.
A capacidade humana de adaptar ferramentas, ambientes e interações sociais para estender o pensamento é um testemunho da incrível plasticidade da nossa cognição. Mesmo quando esbarramos em um limite, nossa criatividade muitas vezes encontra maneiras de contorná-lo ou transformá-lo, criando novas possibilidades para a mente se expandir e se conectar.
Para concluir, é importante conectar todos esses conceitos e refletir sobre o que eles nos dizem sobre o potencial humano. A cognição estendida nos convida a repensar os limites da mente e a perceber que não somos apenas indivíduos isolados, mas sim partes de uma rede em constante expansão, onde moldamos ferramentas, ambientes e interações sociais, e elas nos moldam de volta.
Pensar em nossas mentes como algo que se estende faz-nos perceber que estamos sempre em transformação, ampliando nossos horizontes e nos conectando de formas cada vez mais profundas aos nossos ambientes físicos e sociais, ao longo do espaço-tempo.
Se nos vemos como seres estendidos, então nossa capacidade de inovar, aprender e nos adaptar é praticamente ilimitada.
Cada ferramenta que incorporamos, cada ambiente que construímos e cada interação que compartilhamos adiciona camadas à nossa experiência, redefinindo o que somos capazes de fazer.
Estudos mostram que a utilização constante de tecnologias, como o uso de mapas digitais ou aplicativos de monitoramento de saúde mental, não apenas facilita tarefas, mas também modifica nossa percepção espacial e nossa capacidade de auto-observação, indicando que essas ferramentas se tornam, de fato, uma parte integrada do nosso sistema cognitivo.
Esse potencial é o que nos torna tão únicos e, ao mesmo tempo, tão interconectados. É a nossa capacidade de cocriar, de compartilhar conhecimento e de transformar o mundo ao nosso redor que define a verdadeira essência da cognição humana.
Portanto, ao pensar na cognição estendida, pense na oportunidade de ir além, de transformar o ambiente ao seu redor em um aliado do seu próprio pensamento e de usar suas relações sociais para expandir ainda mais seus horizontes.
Como psicoterapeuta, posso vislumbrar cada interação com o paciente como uma oportunidade para construir ambientes cognitivos mais ricos. A sala de terapia é só um o início de algo muito maior: Construir laços e redes de apoio abrangentes, duradouras e recíprocas.
Bibliografia
- CLARK, A.; CHALMERS, D. The Extended Mind. Analysis, v. 58, n. 1, p. 7–19, 1 jan. 1998.
- HAVAS, D. A. et al. Cosmetic use of botulinum toxin-a affects processing of emotional language. Psychological Science, v. 21, n. 7, p. 895–900, jul. 2010.
- NEWEN, A.; BRUIN, L. DE; GALLAGHER, S. (EDS.). The Oxford handbook of 4E cognition. Oxford: Oxford University Press, 2018.
- VARELA, F. J.; THOMPSON, E.; ROSCH, E. The embodied mind: cognitive science and human experience. Revised edition ed. Cambridge (Mass.): the MIT press, 2016.
- WOOD, A. et al. Altering sensorimotor feedback disrupts visual discrimination of facial expressions. Psychonomic Bulletin & Review, v. 23, n. 4, p. 1150–1156, 1 ago. 2016.








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