A Mente Extendida e Preditiva: Andy Clark Desafiando Paradigmas Cognitivos e Comportamentais

A obra do Filósofo e Cientista Cognitivo britânico Andy Clark é uma viagem pelas fronteiras da mente, questionando seus limites. Estaria nossa mente confinada ao crânio, ou estender-se-ia para ferramentas, objetos e pessoas? Essa pergunta nos leva a imaginar a realidade de um modo que desafia paradigmas científicos que vigoraram durante quase todo o século passado, nas ciências da mente e do comportamento.

“Torna-se cada vez mais difícil dizer onde o mundo termina e a pessoa começa1.”

— Andy Clark

Clark é uma das figuras-chave na ciência cognitiva e na filosofia da mente. Ele propõe a tese da mente estendida, argumentando que o pensamento não está limitado ao cérebro, mas se estende ao corpo e ao ambiente. Isso desafia a visão clássica da mente como um computador, isolado do mundo externo e simplesmente processando informações.

O exemplo clássico é o caso de Otto e seu caderno, de seu artigo clássico2, em parceria com David Chalmers. Otto, que tem Alzheimer, usa um caderno para anotar informações de que precisa lembrar, desde endereços a compromissos.

Para Clark e Chalmers, esse caderno funciona para Otto como a memória biológica funciona para qualquer outra pessoa. É uma extensão natural de sua cognição, uma ferramenta que se integra ao seu processo de pensamento, tornando-se, assim, parte de sua mente.

Onde termina o cérebro e começa o mundo? Com Otto, essa linha fica borrada, mostrando que não estamos apenas lidando com uma máquina de processamento de informação, mas com um organismo profundamente conectado ao seu ambiente.

Tal como Otto, mesmo sem Alzheimer, quaisquer anotações e rascunhos podem servir de exemplo à mente estendida. Um contador que anota números e cálculos, ou um escritor que organiza suas ideias em rascunhos, usa o ambiente como extensão da memória de trabalho, manipulando e organizando informações de forma mais eficiente.

Do mesmo modo, o uso de mapas e GPS na navegação estende a nossa capacidade de orientação espacial para o mundo exterior, servindo como representações externas, que nos permitem planejar rotas e nos orientar com maior eficácia do que apenas com a memória interna.

Ferramentas de design e modelagem, como softwares de modelagem 3D utilizados por arquitetos e engenheiros, também são exemplos claros da mente estendida em operação. Essas ferramentas ampliam a capacidade da mente de visualizar e manipular objetos complexos no espaço.

Além disso, aplicativos de inteligência artificial, como assistentes virtuais, tradutores automáticos e corretores ortográficos, atuam como extensões que aumentam nossas capacidades cognitivas, permitindo-nos realizar tarefas complexas de forma rápida e eficiente.

Outro caso, é o meu próprio, escrevendo neste blog quase todo dia, com atenção a referências e à autoria das idéias, com o propósito de me preparar para o mestrado: Seria praticamente impossível sem as extensões da minha mente, que são as IAs que contratei para me ajudar a vencer a inércia inicial do meu TDAH.

Outro aspecto da mente estendida são as próteses e implantes, como membros artificiais ou implantes cocleares, que expandem as capacidades sensório-motoras e cognitivas, permitindo interações inéditas com o mundo.

Ambientes de aprendizagem estruturados, como escolas e universidades, também ampliam as capacidades cognitivas dos alunos, fornecendo livros, materiais, laboratórios e interações sociais que criam um suporte abrangente para o aprendizado.

Por fim, os sistemas de organização social, como leis, normas culturais e instituições, oferecem um andaime cognitivo que molda e estende os processos mentais. Essas estruturas permitem coordenação de ações, comunicação de ideias e construção de sistemas complexos de conhecimento.

A mente estendida é um conceito central na filosofia da mente e na ciência cognitiva que desafia a visão tradicional da mente como sendo confinada ao cérebro. A ideia principal é que a cognição, ou seja, os processos mentais que nos permitem pensar, raciocinar, lembrar, etc., não são puramente internos, mas se estendem para o mundo exterior através da interação com o ambiente e com ferramentas cognitivas, como cadernos, computadores, smartphones, e até mesmo outras pessoas.

Como mencionei em artigos anteriores, essa abordagem é, muitas vezes, conflitante com o modelo computacional e representacional clássico da Ciência Cognitiva, que vê o cérebro como um computador, com entrada, processamento e saída.

Para Clark, a mente é embutida e incorporada, ou seja, ela acontece no corpo e com o ambiente de forma tão intensa que estas interações são consideradas por ele, de fato, uma parte fundamental do processo cognitivo.

Clark também discute como os processos de percepção são ativos. Em vez de simplesmente registrar dados, como câmeras passivas, nossos sentidos são canais abertos que se engajam e interagem com o mundo. Ele chama isso de “acoplamento sensório-motor” — nossos sentidos e ações estão constantemente em feedback com o mundo, moldando nossa experiência e, por consequência, nossa mente.

Mais recentemente, Clark vem explorando a ideia do cérebro como uma máquina preditiva, uma ideia que quem acompanha este blog, certamente já conhece.

A partir deste ponto de vista, o cérebro não está apenas reagindo3 ao mundo, mas constantemente fazendo previsões sobre o que vai acontecer. Essas previsões são corrigidas através de sua comparação com o que nossos sentidos nos dizem, e sendo ajustadas e refinadas, em um ciclo contínuo de aprendizagem e adaptação.

A Obsolescência dos Behaviorismos

Além disso, Clark destaca um fato significativo sobre a arquitetura neural: o cérebro humano possui até dez vezes mais conexões eferentes do que aferentes. Em outras palavras, há muito mais sinais descendentes (originados nas áreas mais profundas do cérebro e enviados aos sentidos) do que sinais ascendentes, que trazem informações sensoriais do ambiente.

Isso é um indício empírico poderoso para a hipótese do cérebro como uma máquina preditiva. De acordo com essa perspectiva, o cérebro não processa os estímulos do mundo real, mas as discrepâncias entre as previsões que elabora e a entrada sensorial, tornando obsoletos os behaviorismos, que têm esta premissa como base empírica.

Se o cérebro processa estímulos, e não erros preditivos, deveriam haver mais vias aferentes, ou seja, do mundo para o cérebro, do que eferentes, do cérebro para o mundo.

A estrutura neural, com essa predominância de conexões descendentes, está adaptada não para responder ao que está acontecendo, mas para prever e interpretar ativamente os estímulos, antes que eles ocorram.

Quando ocorrem, já são filtrados por algo muito mais poderoso do que uma mera “mediação cognitiva”: são filtrados pelo mundo como o conhecemos, que para nós, é o único mundo que existe.

Esse funcionamento top-down, em que o cérebro constantemente faz “acordos pré elaborados” que são ajustados apenas quando ocorrem erros de previsão, suporta a ideia de que o cérebro humano não é apenas o resultado passivo de estímulos, mas um criador ativo de suas próprias experiências.

Essa é uma ideia que não apenas apoia a tese da mente expandida, mas também a coloca em um contexto dinâmico — a interação entre cérebro, corpo e ambiente é fundamental para que nossas previsões sejam refinadas e nossas percepções se tornem cada vez mais precisas.

Alarmistas sobre IA e os Prejuízos das Telas

Em uma entrevista recente, Clark fez provocações ainda mais ousadas sobre como nossa relação com a tecnologia molda a cognição. Ele comentou que, hoje, perder o celular é como sofrer um dano cerebral (ainda que de gravidade limitada pela neuroplasticidade).

A sensação de perder um dispositivo tão integrado às nossas vidas seria comparável a um tipo de “dano cerebral subsequente”.

O celular, assim como outras tecnologias atuais, como o acesso à internet (e rapidamente as IAs gerativas), está tão acoplado ao nosso funcionamento cognitivo, que sua ausência cria um impacto significativo em nossas capacidades. Não é mais apenas uma ferramenta externa — é uma parte ativa do nosso sistema cognitivo.

No vídeo acima, Clark admite que é um teorista computacional da mente, apenas redefinindo que tipo de computador é a mente, um computador incorporado.

Dentro deste quadro referencial, o que dizer da recente restrição de portar celulares, nas escolas brasileiras? Será que “lobotomizar” as pessoas é uma forma conveniente de educá-las, ou as escolas apenas conseguirão alienar os estudantes ainda mais do conhecimento? Refletir sobre isso ainda levará a um artigo neste blog, que será conectado a este, quando estiver pronto.

O que dizer, por exemplo, da fobia de telas fomentada por alguns médicos e psicólogos alarmistas a respeito do autismo? Alguns chegam a afirmar que as telas são um fator causador do autismo, ignorando completamente a distinção entre correlação e causação, um conceito estatístico básico.

“Quem confunde correlação com causação, morre”

— Albert Einstein 4

Embora preocupações sobre os efeitos das telas no desenvolvimento infantil sejam válidas, não há evidências científicas que sustentem a ideia de que a exposição a telas cause autismo. E a divulgação destes estudos de correlação costuma sugerir ao público leigo, via grande imprensa, esta impressão5.

Ao falar sobre o assunto do momento, Inteligência Artificial, Clark aponta que novas IAs, como o ChatGPT, são fascinantes, mas não verdadeiramente inteligentes.

Elas são capazes de reconhecer padrões e gerar respostas, mas não podem interagir fisicamente com o mundo para colocar suas previsões à prova. A limitação fundamental das IAs atuais, segundo Clark, é a falta de um ciclo de percepção e ação. Sem isso, elas não podem testar suas ideias no ambiente, o que é essencial para qualquer forma de cognição semelhante à humana.

Ilusões de Ótica e o Cérebro Preditivo

Clark também explorou o papel do cérebro preditivo em fenômenos cotidianos, como a famosa ilusão do vestido azul/amarelo.

#PraCegoVer: A imagem exibe um vestido pendurado em um cabide dentro de uma loja, em frente a um fundo iluminado. O vestido tem um design com listras horizontais e detalhes rendados. As cores do vestido são percebidas de forma diferente dependendo da pessoa. Para alguns, ele parece azul e preto; para outros, parece branco e dourado. O fundo apresenta luzes fortes, o que pode influenciar na percepção das cores. Há também uma jaqueta azul brilhante posicionada sobre o vestido, aumentando o contraste visual. Essa imagem ficou famosa por sua ilusão óptica relacionada à percepção de cores.

Ele mencionou que a maneira como percebemos o vestido depende de nossas experiências pessoais e de suposições inconscientes sobre a iluminação — um exemplo claro de como nosso cérebro preditivo está sempre tentando preencher lacunas e ajustar a percepção com base em nossas expectativas.

Esse processo é tão profundo, que até nosso ritmo cardíaco pode influenciar nossas percepções. Clark destacou estudos que mostram que alterar o ritmo cardíaco de alguém pode mudar a forma como essa pessoa interpreta expressões faciais, evidenciando como nossas previsões estão “no banco do motorista” das nossas experiências.

Como qualquer voz que questione paradigmas culturalmente predominantes, a proposta de Andy Clark também atraiu uma série de críticas, muitas delas centradas na concepção de cognição estendida e em suas implicações filosóficas e práticas.

Uma das críticas mais recorrentes é que Clark não define claramente o que significa ser “cognitivo”. Fred Adams e Kenneth Aizawa, por exemplo, argumentam que, sem uma definição clara, a ideia de extensão cognitiva se torna ambígua e pouco fundamentada.

Clark responde a essa crítica argumentando que o foco não deve estar numa definição rígida do que é cognitivo, mas sim na funcionalidade e na maneira como processos e estados mentais são distribuídos pelo sistema corpo-ambiente. O conceito de “acoplamento funcional” seria suficiente para justificar a inclusão de elementos externos como partes do sistema cognitivo, desde que cumpram o papel que um componente interno desempenharia.

Outra crítica significativa é a chamada “falácia do acoplamento-constituição”, que sugere que apenas porque algo está acoplado a um sistema cognitivo, isso não significa que seja parte constitutiva desse sistema.

Adams e Aizawa argumentam que o acoplamento não implica que o elemento externo seja essencial para o processo cognitivo. Clark rebate essa crítica com o princípio da paridade, sugerindo que, se algo externo desempenha uma função idêntica à que um componente interno teria, ele deve ser considerado parte da cognição. Embora existam limites, Clark acredita que se os critérios de paridade e funcionalidade forem atendidos, essa crítica se torna inválida.

Muitos críticos também aceitam a ideia de cognição estendida, mas questionam a possibilidade de uma “consciência estendida”. Eles argumentam que a consciência parece estar intimamente ligada ao processamento direto dentro do cérebro, e qualquer tentativa de estendê-la para elementos externos falha em capturar a experiência consciente real.

Clark é cauteloso ao abordar essa questão. Ele reconhece que a consciência depende de processamento de alta largura de banda e acesso direto, o que torna difícil estender a consciência de maneira prática. Ainda assim, ele não descarta completamente a ideia, mantendo-a como um desafio filosófico a ser explorado.

Por fim, há questionamentos sobre a relação entre carga cognitiva e tecnologia. Louise Barrett, por exemplo, sugere que a dependência crescente de ferramentas externas, como smartphones, pode não reduzir a carga cognitiva, mas sim criar novas dependências que aumentam essa carga.

Esta preocupação é oriunda da documentada relação compulsiva, de burnout e estresse que pessoas de diversas idades têm desenvolvido em relação a dispositivos, borrando as linhas divisórias entre vida profissional e pessoal. Isso nos leva a questionar, de modo bastante legítimo, se as novas tecnologias não produziram mais problemas do que resolveram.

Clark argumenta, em contrapartida, que a noção de “cyborgs naturais” implica uma relação mais sofisticada com a tecnologia, na qual ferramentas externas são incorporadas forma a diminuirem a carga cognitiva total ao redistribuir o processamento. O uso dessas ferramentas é parte do processo adaptativo que caracteriza a cognição humana.

A obra de Clark tem desempenhado um papel fundamental na tentativa de conciliar a perspectiva do Processamento Preditivo (PP) com a Cognição 4E (Incorporada, Enativa, Estendida e Distribuída).

Para ele, o modelo preditivo do cérebro se encaixa perfeitamente na visão da Cognição 4E, pois o ato de prever não é apenas um processo interno ao cérebro: É influenciado e moldado por interações corporais, ambientais e sociais.

As previsões do cérebro são moduladas pela maneira como o corpo está situado no ambiente, e como este ambiente, por sua vez, contribui para reduzir a incerteza. Em outras palavras, a mente preditiva não opera confinada aos limites do crânio, mas se expande para envolver o corpo e o mundo externo, criando um ciclo dinâmico e contínuo de ajuste e aprendizagem.

Unindo essas duas abordagens, Clark fornece um arcabouço mais holístico para compreender como as expectativas moldam não apenas nossa percepção, mas também nossa ação e nossa interação com o mundo. Essa é uma ideia que não apenas apoia a tese da mente expandida, mas também a coloca em um contexto dinâmico — a interação entre cérebro, corpo e ambiente é fundamental para que nossas previsões sejam refinadas e nossa percepção, continuamente atualizada para tornar-se cada vez mais precisa.

O Que Andy Anda Fazendo

Para concluir, é relevante dar uma olhada em como Andy Clark vem refinando suas ideias no contexto contemporâneo. Em “The Experience Machine” (2023), Clark aprofunda a concepção do cérebro como uma máquina de previsões que molda a realidade.

Ele continua a explorar como o cérebro não apenas antecipa o que vai acontecer, mas também efetivamente constrói nossa experiência do mundo ao “preencher as lacunas” baseando-se em expectativas passadas.

Isso significa que nossa percepção é uma mistura do que o mundo oferece e do que nosso cérebro espera encontrar. Clark usa exemplos como o da “Síndrome da Vibração Fantasma” — uma sensação de que o telefone está vibrando no bolso, quando, na verdade, não está.

Isso demonstra como expectativas habituais do cérebro podem se transformar em numa experiência sensorial concreta. Idos são os tempos que a autoridade médica podia dizer impunemente que este tipo de experiência é apenas uma ilusão, como eu sou velho o suficiente para lembrar.

Até que Ramachandran tivesse levado a sério as experiências sensoriais de amputados, e desenvolvido um simples dispositivo com espelho para tratar sua dor fantasma6, em meados dos anos 90, esta experiência excruciante era tratada por médicos no mundo todo como uma ilusão7.

Voltando a Clark, ele sugere que intervenções para “hackear” essas previsões, como modificações linguísticas, através de ressignificação, ou substâncias psicodélicas8, podem alterar significativamente nossas experiências conscientes, o que poderia ter implicações profundas na saúde mental e no bem-estar.

Assim, Clark não apenas revisita e reforça sua tese da mente estendida e do cérebro preditivo, cujo acoplamento é um resultado direto de seu trabalho, em colaboração com outros autores, mas a coloca em um contexto mais amplo e mais dinâmico, enfatizando a permeabilidade entre mente, corpo e ambiente, e como estes elementos se interrelacionam para formar a experiência humana.

Essa visão não apenas amplia nosso entendimento do que é a cognição: Também nos desafia a melhorar nossas vidas através de um entendimento mais preciso da nossa natureza.

A obra de Andy Clark nos convida a repensar profundamente sobre cognição os limites da nossa identidade. Em uma época de crescimento exponencial da nossa interação com a tecnologia, entender como nossas mentes se estendem para fora de nós mesmos é uma tarefa crucial.

Clark nos oferece um quadro teórico para pensar isso — uma perspectiva que não apenas nos desafia conceitualmente, mas também nos habilita melhor a entender o que significa estar vivo, e ser humano.

E você, o que acha? A mente se limita ao cérebro? Se espalha pelo mundo ao nosso redor? Comente e participe desse debate: Manter a mente aberta é expandi-la para além de suas fronteiras imaginárias. Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Pergunte ou comente abaixo!

Referências

  1. CLARK, Andy. Being There: Putting Brain, Body, and World Together Again. Cambridge, MA: MIT Press, 1997.
  2. CLARK, Andy; CHALMERS, David. The Extended Mind. Analysis, v. 58, n. 1, p. 7-19, 1998.
  3. CLARK, Andy. Supersizing the Mind: Embodiment, Action, and Cognitive Extension. New York: Oxford University Press, 2008.
  4. CLARK, Andy. The Experience Machine: How Our Minds Predict and Shape Reality. New York: Pantheon Books, 2023.
  5. CLARK, Andy. A inteligência artificial será como um novo módulo inconsciente do nosso cérebro. Entrevista concedida a Instituto Humanitas Unisinos – IHU, 2024. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/629423-a-inteligencia-artificial-sera-como-um-novo-modulo-inconsciente-do-nosso-cerebro-entrevista-com-andy-clark. Acesso em: 29 nov. 2024.
  6. CHALMERS, David. David Chalmers’ Homepage. Disponível em: https://consc.net/. Acesso em: 29 nov. 2024.
  7. COLOMBO, Matteo; IRVINE, Elizabeth; STAPLETON, Mog. Andy Clark and His Critics. New York: Oxford University Press, 2019.
  8. HUFF, Darrell. Como mentir com estatística. Tradução de Bruno Casotti. 1. ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016.
  9. MACFARQUHAR, Larissa. The mind-expanding ideas of Andy Clark. The New Yorker, 2 abr. 2018. Disponível em: https://www.newyorker.com/magazine/2018/04/02/the-mind-expanding-ideas-of-andy-clark. Acesso em: 29 nov. 2024.
  10. PHILPEOPLE. Fred Adams. Disponível em: https://philpeople.org/profiles/fred-adams. Acesso em: 29 nov. 2024.
  11. RAMACHANDRAN, V. S.; ROGERS-RAMACHANDRAN, D. C.; COBB, S. Touching the phantom limb. Nature, v. 377, n. 6549, p. 489-490, 1995.
  12. UNIVERSIDADE DE LETHBRIDGE. Dr. Louise Barrett. Disponível em: https://www.ulethbridge.ca/alumni/dr-louise-barrett. Acesso em: 29 nov. 2024.
  13. UNIVERSIDADE RUTGERS. Kenneth Aizawa. Disponível em: https://sasn.rutgers.edu/kenneth-aizawa. Acesso em: 29 nov. 2024.
  14. UNIVERSITY OF SUSSEX. Andy Clark. Disponível em: https://profiles.sussex.ac.uk/p493-andy-clark. Acesso em: 29 nov. 2024.
  15. WIKIPEDIA. The dress. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/The_dress. Acesso em: 29 nov. 2024.
  1. CLARK, 2008 ↩︎
  2. CLARK, A.; CHALMERS, D., 1998 ↩︎
  3. Resposta é o caray, meu nome é Zé Pequeno”. ↩︎
  4. Ou terá sido Clarice Lispector? Nenhum dos dois, obviamente. Apenas um meme inteligente. Ou teria sido Elis Regina? ↩︎
  5. HUFF, 2016. ↩︎
  6. RAMACHANDRAN, V. S.; ROGERS-RAMACHANDRAN, D. C.; COBB, S., 1995 ↩︎
  7. Infelizmente, essa não é só uma experiência do passado, especialmente num país onde o Conselho de Medicina defendeu ativamente, durante uma pandemia mundial, que médicos poderiam prescrever medicamentos não apenas comprovadamente ineficazes, mas possivelmente prejudiciais à saúde dos pacientes, baseado apenas em argumento de autoridade. ↩︎
  8. Este é um outro tema de meu interesse, que logo será abordado neste blog. ↩︎

6 respostas para “A Mente Extendida e Preditiva: Andy Clark Desafiando Paradigmas Cognitivos e Comportamentais”.

  1. Avatar de LIDIANE
    LIDIANE

    Você está à frente do nosso tempo, assim como suas análises do processamento preditivo e da cognição 4E, da mente estendida etc, se é que esse nosso tempo permite alguém estar à frente dele. Obrigada por compartilhar suas reflexões e nos fazer pensar fora, além, antes e através da caixinha.

    Estimaria que compartilhasse suas proposições a respeito da correlação entre a natureza/consciência espiritual e religiosa do ser humano, nas suas vivências e culturas (fé transcendental?), e as teorias acima (PP e Cogn4E).

    Obrigada,

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    1. Avatar de Alexandre Costa

      Poxa, Lidiane, assim você me deixa sem jeito. 🤭

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    2. Avatar de Alexandre Costa

      Quanto à espiritualidade, o foco deste blog é ciência, e eu raramente misturo os tópicos, mas já existem boas razões científicas tanto para explicar por quê somos religiosos (mesmo quando ateus) quanto para justificar nossa aderência a certos preceitos defendidos por (quase) todas as religiões. Relaciona-se com nossa natureza gregária e reforçam tanto a conformidade a regras, tornando a convivência e a coorperação empreendimentos possíveis, quanto a responsabilização individual e o autoperdão, com a idéia de redenção e salvação. Tem outros motivos, mas esses, somente o Espírito Santo tem o poder de Revelar! 😆🙊😘

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  2. Avatar de Luis Reis
    Luis Reis

    Esse foi um texto que me instigou a ler as notas de rodapé, e fui devidamente reforçado!

    Por outro lado, considero particularmente interessante que o fato de termos mais conexões eferentes ecoa diversas tradições místicas e espirituais com afirmações de que a realidade seria uma ilusão criada pela mente.

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    1. Avatar de Alexandre Costa

      Talvez criada coletivamente, como falam Donald Hoffman e David Chalmers.

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  3. Avatar de Como Interpretar Evidências em Psicoterapia? – Psicologia Clínica de Fundamentação Neurocognitiva

    […] A visão da consciência como uma “alucinação controlada” sugere que nossas experiências subjetivas, incluindo aquelas vivenciadas durante a psicoterapia, não são reflexos passivos de uma realidade externa estabelecia por si mesma, mas construções ativas e coletivas da mente humana (entendendo como mente aqui a atividade de um cérebro corporificado em um contexto). […]

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Sou Alexandre Costa

A imagem mostra um homem com uma longa barba grisalha e cabelo curto, usando óculos e uma camisa preta com o logotipo "Calvin Klein Jeans" estampado no peito. Ele está em um ambiente externo, com uma árvore grande e galhos densos ao fundo. A iluminação natural destaca o rosto e os detalhes da barba, criando uma atmosfera tranquila e natural. A expressão facial é neutra, transmitindo uma aparência calma e acolhedora. No canto inferior direito, há uma marcação de data e hora: "17 de jul. de 2024, 17:26."

Psicólogo Clínico especializado em autistas adultos, Supervisor Clínico Institucional da Casa da Esperança com mais de 30 anos de experiência com pessoas autistas de todos os nós do espectro.