A pesquisa em psicoterapia enfrenta um desafio, desde sempre: conciliar evidências empíricas com uma compreensão ampla o suficiente da natureza humana. Suficiente para quê? para não ser reducionista.
Claro que a prática terapêutica precisa ser embasada em dados confiáveis (Wampold & Imel, 2016). Já escrevi aqui no blog sobre a dificuldade em fazer isso no campo da psicoterapia. Mas isso pode fazer com que se imagine que abandonei completamente a psicologia baseada em evidências (descrevi meu trabalho como análise do comportamento por muitos anos) em favor de uma abordagem mais subjetiva e especulativa. Isso está muito longe de ser verdade.
Este artigo destina-se a registrar que não acredito que devemos voltar aos tempos da imaginação sem limites nesta área. É preciso garantir que teoria e prática sejam, sim, pautadas em evidências sólidas, e não apenas em filosofia.
Por isso, um dos meus objetivos aqui é dizer claramente o que entendo por evidências, confrontar meus leitores a repensar o que realmente significa ser baseado em evidências, e conclamar os terapeutas de boa vontade a examinar seus pressupostos, e então, examinar os pressupostos por trás destes pressupostos.
Este não é um artigo neutro, porque seu objetivo é a neutralidade como ideal, não como ponto de partida. Um dos motivos pelos quais o sistema de revisão por pares enfrenta uma crise de confiabilidade (Ritchie, 2021) é acreditar que não tem vieses.
Aqui, consideramos com cuidado as implicações de uma perspectiva epistemologicamente1 consciente, fundamentada no processamento preditivo e na cognição 4E (encarnada, enativa, estendida e enraizada) para a pesquisa e a formulação de caso em psicoterapia.
Uma visão da consciência baseada no processamento preditivo, precisa lidar com implicações como a visão da consciência como “alucinação controlada” (Seth, 2021) – ou seja, uma construção ativa do cérebro, testando hipóteses contra a entrada sensorial, em vez de um simples reflexo da realidade externa (seja lá o que ela for). Isso não significa que as evidências empíricas são irrelevantes, mas sim que devemos interpretá-las de forma mais cuidadosa e contextual.
Descobrir os graves problemas na maneira como fazemos ciência pode ser desconcertante. Quantos resultados intrigantes que você leu nas notícias, em livros de ciência popular, ou viu em documentários – descobertas que o animaram a ponto de compartilhá-las com amigos ou que o fizeram repensar como o mundo funciona – são baseados em pesquisas frágeis que não podem ser replicadas? Quantas vezes seu médico prescreveu um medicamento ou outro tratamento baseado em evidências falhas? Quantas vezes você mudou sua dieta, hábitos de consumo ou algum outro aspecto de sua vida com base em um estudo científico, apenas para que a evidência fosse completamente refutada por um novo estudo alguns meses depois? Quantas vezes políticos criaram leis ou políticas que impactam diretamente a vida das pessoas, citando ciência que não resiste a um exame minucioso? Em cada caso, a resposta é: muitas mais do que você gostaria de imaginar2.
Stuart Richie (2021) In Science fictions: how fraud, bias, negligence, and hype undermine the search for truth (Os grifos são meus)
A Importância da Evidência na Pesquisa em Psicoterapia
É imprescindível levar em conta evidências empíricas que comprovem a eficácia das abordagens terapêuticas. Isso é fundamental para garantir que os pacientes recebam tratamentos efetivos e para que a psicoterapia siga sendo reconhecida como uma área legítima da saúde mental. Estudos controlados, meta-análises e revisões sistemáticas desempenham um papel crucial nesse sentido, ao fornecerem dados robustos sobre os resultados das intervenções terapêuticas.
Nesse contexto, é importante reconhecer que uma perspectiva epistemologicamente informada3 da consciência traz implicações significativas para a forma como interpretamos e aplicamos essas evidências.
Os números não falam por si mesmos, como quer o surrado clichê argumentativo. Eles precisam de contexto, que é o que lhes dá significado. De outro modo, representam apenas uma fetichização estéril da quantificação.
Consciência como Alucinação Controlada: Implicações para a Pesquisa
A visão da consciência como uma “alucinação controlada” sugere que nossas experiências subjetivas, incluindo aquelas vivenciadas durante a psicoterapia, não são reflexos passivos de uma realidade externa estabelecida por si mesma, mas construções ativas e coletivas da mente humana (entendendo como mente aqui a atividade de um cérebro corporificado em um contexto).
Se a própria realidade é vulnerável a vieses, isso significa que as evidências empíricas devem ser interpretadas com cautela, pois podem ser enganosas. São dependentes da visão de mundo de quem as elabora, e lucra com elas.
Além disso, essa perspectiva nos lembra de que a pesquisa em psicoterapia envolve não apenas a mensuração de resultados, mas também a compreensão dos processos subjacentes à mudança terapêutica. Ou seja, é essencial investigar não apenas se uma intervenção funciona, mas também como e por que ela funciona.
Se, para Skinner (2003, p.90), não é importante por que um reforçador reforça, para a formulação de uma análise funcional do comportamento, relegando à biologia o motivo, para concentrar-se no objeto de estudo da Análise do Comportamento, no momento cultural em que estamos, e dentro da perspectiva multidisciplinar que perseguimos, é muito importante saber porque algo tem o efeito que tem, em nossa pratica clínica.
Portanto, uma abordagem equilibrada da pesquisa em psicoterapia deve considerar tanto as evidências empíricas quanto uma compreensão mais ampla da natureza da consciência e do processo terapêutico, que, em última instância, é o saber acumulado do nosso campo de atuação e estudo. Isso requer uma integração cuidadosa de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, bem como uma reflexão periódica sobre os pressupostos epistemológicos que informam nossa pesquisa, tal como um timoneiro precisa verificar seus instrumentos de navegação, para saber se segue na direção certa.
Considerações Epistemológicas
Ao mesmo tempo em que reconhecemos a importância das evidências empíricas, é crucial refletirmos sobre as implicações epistemológicas da visão da consciência como “alucinação controlada”.
Ela está contida na confluência recente entre Processamento Preditivo (PP) e Cognição 4E, como se vê no livro recente de Anil Seth (2021):
Como o cérebro transforma esses sinais sensoriais, inerentemente ambíguos, em um mundo perceptivo coerente, cheio de objetos, pessoas e lugares? (…) o cérebro é uma “máquina de predição” e (…) aquilo que vemos, ouvimos e sentimos não passa da “melhor aposta” do cérebro sobre as causas de seus inputs sensoriais. Seguindo essa ideia até o fim, veremos que os conteúdos da consciência são uma espécie de sonho acordado – uma alucinação controlada – que é, ao mesmo tempo, mais e menos do que o que o mundo real realmente é.
— Seth (2021) Being You: A New Science of Consciousness
Essa perspectiva nos lembra de que a realidade não é simplesmente refletida em nossa experiência, mas é ativamente construída por nossos processos cognitivos. Isso tem consequências significativas para a forma como conduzimos e interpretamos a pesquisa em psicoterapia.
Por exemplo, devemos estar atentos aos vieses e distorções que podem influenciar a coleta e a análise de dados. Se tivermos a ideia grandiloquente de que nossa perspectiva não tem vieses, estaremos necessariamente errados. Todo o nosso conhecimento é baseado em construções mentais que carregam as marcas de nossos próprios processos perceptivos e cognitivos.
Portanto, uma abordagem epistemologicamente informada exige que sejamos humildes e reflexivos em relação às limitações de nossas metodologias e interpretações dos dados. E não é algo isolado, como ressalta Ritchie (2021), em um livro indispensável, O sistema de registro científico está quebrado, e precisa de conserto:
Como a ciência também é uma atividade humana, sabemos que qualquer cientista estará sujeito a características humanas, como irracionalidade, vieses, lapsos de atenção, favoritismo por grupos internos e até mesmo trapaças para alcançar seus objetivos. Para permitir que os cientistas convençam uns aos outros enquanto tentam transcender as limitações inerentes à natureza humana, a ciência desenvolveu um sistema de pesos e contrapesos que – em teoria – separa o joio do trigo científico. Esse processo de escrutínio e validação leva ao que se considera o padrão-ouro: a publicação em um periódico científico revisado por pares. (…) Mas (…) Descobriremos que nosso sistema de publicação, longe de neutralizar ou superar os problemas humanos, permite que esses problemas deixem sua marca no registro científico – e faz isso precisamente porque se acredita objetivo e imparcial. Uma complacência peculiar, uma arrogância estranha, tomou conta, onde a mera existência do sistema de revisão por pares parece ter nos impedido de reconhecer suas falhas. Artigos revisados por pares são supostamente o mais próximo que se pode chegar de um relato factual e objetivo sobre como o mundo funciona.
Stuart Richie (2021), Science fictions: how fraud, bias, negligence, and hype undermine the search for truth
É só isso que quero dizer, quando falo que uma abordagem ser supremacista só reflete a ignorância que têm os seus proponentes deste fato.
Disso não deriva que tenhamos que voltar a nos basear exclusivamente em relatos anedóticos para fazer ciência, mas talvez implique em que tenhamos que ter outros critérios, para além da falseabilidade, para aceitar um discurso sobre a realidade como científico.
Partes deste discurso, as partes fundacionais, serão sempre arbritrárias, porque estão enraizadas em um tempo, em uma realidade geográfica, cultural, histórica e, em nossos tempos, global.
Processamento Preditivo e sua Relevância na Pesquisa em Psicoterapia
Finalmente, a teoria do processamento preditivo oferece uma lente interessante para compreender a relevância das evidências na pesquisa em psicoterapia. Essa teoria sugere que a mente humana é fundamentalmente um sistema de predição, que constantemente testa suas representações internas da realidade contra as informações sensoriais e ajusta essas representações com base no erro preditivo.
Nesse contexto, as evidências empíricas adquirem um papel importante, não como um reflexo direto da realidade, mas como informação que o sistema cognitivo utiliza para refinar e atualizar seus modelos preditivos.
Portanto, em vez de simplesmente buscar evidências que comprovem a eficácia de determinadas abordagens terapêuticas, a pesquisa em psicoterapia deve se concentrar em compreender como os pacientes constroem ativamente seus modelos mentais da realidade e como a terapia pode ajudá-los a modificar esses modelos de maneira adaptativa.
O Processamento Preditivo nos convida a relativizar nossas verdades, uma vez que suas bases, antes consideradas tão sólidas, os nossos sentidos, não são senão modelos internos que nosso cérebro constrói para lidar com o mundo.
Isto implica em cautela, e não em abandono do modelo baseado em evidências. Ao contrário, talvez signifique apenas que estamos aplicando esse modelo de maneira metacrítica, ou seja, refletindo constantemente sobre os seus próprios pressupostos.
Cabe a questão, frequentemente evocada nos manuais de Terapia Cognitiva Comportamental, a respeito de nossas crenças centrais: O que isto diz de nós?
A Ciência Cognitiva está se tornando cada vez mais fundida à neurociência e à psicologia e, ao mesmo tempo, assumindo-se um campo multidisciplinar, que se apóia na antropologia, na filosofia, na linguística e nos estudos culturais para entender seu escopo e seu impacto.
Desafios na Integração de Evidências e Perspectivas Epistemológicas
Um dos principais desafios nesse processo é a integração de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Muitas vezes, os pesquisadores em psicoterapia tendem a se alinhar com abordagens específicas, que podem estar em conflito umas com as outras.
É um processo semelhante ao das religiões, em que, como se fala, mitologia é a religião do próximo. Os pesquisadores, como os religiosos, tendem a abraçar uma visão de mundo específica e a rejeitarem ou minimizarem outras perspectivas, porque este é o jeito sapiens de fazer as coisas.
Saber disso, no entanto, muda a forma como nos relacionamos com essa natureza supremacista da nossa espécie. Ao invés de simplesmente adotar uma posição, devemos nos esforçar para compreender as diferentes perspectivas, seus pontos fortes e limitações, e buscar uma síntese integrativa que nos permita avançar de maneira mais holística e inclusiva.

Isso não significa abraçar pseudociência. Na verdade, é exatamente o oposto: É no reconhecimento da fragilidade dos pressupostos do método científico e de sua natureza contexto-dependente que reside o fortalecimento de suas bases. Com Richie (2021), afirmamos:
Venho para louvar a ciência, não para enterrá-la; este livro está longe de ser um ataque à ciência em si ou aos seus métodos. Pelo contrário, é uma defesa desses métodos e dos princípios científicos em geral contra a maneira como a ciência é atualmente praticada. O que torna todos os desastres que vamos encontrar tão perturbadores é a importância da ciência: ao permitirmos que ela seja tão prejudicada e que seu progresso seja tão gravemente atrasado, corremos o risco de arruinar uma das maiores conquistas de nossa espécie.
Richie (2021), Science fictions: how fraud, bias, negligence, and hype undermine the search for truth, p. 15, em tradução livre.
Superando Vieses na Interpretação de Evidências em Psicoterapia?
Será que a nossa consciência não é simplesmente uma rede de vieses apoiados em dados sensoriais, eles mesmos construções do cérebro para lidar com a incerteza de um mundo, em última instância, desconhecido? Talvez essa pergunta não seja falseável, apenas esteja enraizada em um modo menos intuitivo de ver as coisas, tal como a própria idéia de falseabilidade, que, em sendo axiomática, não é, ela mesma científica: mora no campo da filosofia do conhecimento.
Será que, em vez de “penso, logo existo”, não se dá o contrário, a existência nos impõe a necessidade de pensar, de criar modelos, de interpretar, de nos colocar no mundo de uma forma que nos permita sobreviver e prosperar? Dados da neurociência parecem indicar que sim: temos mais eferência que aferência; Nossas previsões do mundo ocupam mais largura de banda no sistema nervoso do que o que vem do mundo, seja lá o que o mundo for.
Será que superar vieses é uma empreitada viável, dado este cenário? Ou seria mais racional (inclusive) ter consciência dessa impossibilidade, e contentar-nos, humildemente, com modelos científicos de aproximação pragmática da realidade, conscientes de suas limitações?
Essas questões, não apenas a pesquisa em psicoterapia precisa enfrentar. Elas dizem respeito à natureza fundamental do conhecimento, do cognoscere, e são intrinsecamente epistemológicas.
Abordagens Interdisciplinares na Pesquisa em Psicoterapia
Portanto, a pesquisa em psicoterapia deve adotar uma abordagem mais interdisciplinar, integrando perspectivas da neurociência, da filosofia da mente, da fenomenologia, da antropologia, da inteligência artificial, e de outras áreas relevantes. Isso nos permite compreender melhor a natureza da consciência, a construção da realidade e os processos subjacentes à mudança terapêutica.
Além disso, é essencial que os pesquisadores em psicoterapia reconheçam suas próprias limitações epistemológicas e busquem constantemente aprimorar seus métodos e interpretações, mantendo uma postura de humildade intelectual. E isso é a antítese do triunfalismo supremacista.
Evidências e Processos Subjetivos na Prática Psicoterápica
Entendo o processo terapêutico como uma colaboração entre paciente e terapeuta na construção de um novo senso de realidade, mais adaptativo e satisfatório para o paciente. Essencialmente, o paciente está alugando o poder de processamento do meu cérebro, para resolver seus problemas de uma maneira distribuída, tal como um problema científico difícil requer muitas mentes debruçadas sobre ele.
Não se trata de descartar as evidências empíricas em favor de conjecturas filosóficas. Pelo contrário, é necessário reconhecer que as evidências não falam por si mesmas, mas dependem de uma estrutura teórica e interpretativa para adquirir significado.
Isso é às vezes difícil de conciliar com a lógica mercadológica da Narrativa Mestra do Neoliberalismo (Jurgens, 2024), que exige “resultados mensuráveis” e “eficácia comprovada” para legitimar intervenções caras, e surfar na onda da demanda.
Nada como definir “eficácia”, “comprovada”, e “resultados”, bem como a necessidade e o sentido da mensuração, para não estar simplesmente usando os números para polir a jóia ideológica que precisa ser vendida, correndo o risco de não entregar os resultados que promete.
Em nenhum lugar essa lógica tem feito mais vítimas do que no mercado do autismo. A idéia de consertar as pessoas para caber no modelo de gente normal é profundamente problemática, e ignora a riqueza da diversidade humana.
Foi essa riqueza que nos permitiu conquistar quase todos os recantos deste planeta, e conviver durante a maioria do nosso tempo de existência enquanto espécie, com as outras formas de vida, em um equilíbrio dinâmico que, não por acaso, está ameaçado por este estilo de vida insustentável.
A pesquisa em psicoterapia deve abraçar uma abordagem epistemologicamente informada, que reconheça a natureza construída e contextual do conhecimento, bem como a complexidade dos processos subjetivos envolvidos na mudança terapêutica.
Isso requer uma postura de humildade intelectual, uma abordagem interdisciplinar e a integração cuidadosa de evidências empíricas e reflexões teóricas. Somente assim poderemos desenvolver uma compreensão mais responsável e ética da psicoterapia, que respeite a agência e a diversidade dos seres humanos.
Bibliografia
- Jurgens, A. (2024). Master Narratives: Embodying Ideology.
- Ritchie, S. (2021). Science fictions: How fraud, bias, negligence, and hype undermine the search for truth (First Metropolitan paperbacks edition). Metropolitan Books, Henry Holt and Company.
- Seth, A. (2021). Being You A New Science of Consciousness. Faber & Faber, Limited.
- Skinner, B. F. (2004). Ciencia E Comportamento Humano. Martins Fontes.
- Vasconcelos, M. L. I. de. (2023). A inter-relação entre o Modelo dos Múltiplos Esboços e o Processamento Preditivo para o estudo da consciência. https://doi.org/10.11606/d.8.2023.tde-17052023-114613
- Wampold, B. E., & Imel, Z. E. (2016). The great psychotherapy debate: the evidence for what makes psychotherapy work. In Choice Reviews Online (Vol. 53, Issue 9, p. 53). Routledge. https://doi.org/10.5860/choice.194045
- Epistemologia é o ramo da filosofia que investiga a natureza, origem, fundamentos e limites do conhecimento, abordando questões como “O que é conhecimento?”, “Como o adquirimos?” e “Quais são os critérios para justificá-lo?”. ↩︎
- Aqui, o original: Discovering the serious problems with the way we do science will be disconcerting. How many intriguing results that you’ve read about in the news and popular science books, or seen in documentaries discoveries you’ve been excited enough to share with friends, or tha
made you rethink how the world works – are based on weak research that can’t be replicated? How many times has your doctor prescribed you a drug or other treatment that rests on flawed evidence? How many times have you changed your diet, your purchasing habits, or some other aspect of your lifestyle on the basis of a scienti fic study, only for the evidence to be completely overturned by a new study a few months later? How many times have politicians made laws or policies that directly impact people’s lives, citing science that won’t stand up to scrutin y? In each case, the answer is: a lot more than you’d like to think. (Ritchie, 2021, p. 14-15) ↩︎ - “Epistemologicamente informada” refere-se a uma abordagem ou perspectiva fundamentada em princípios da epistemologia, ou seja, que considera de forma crítica os fundamentos, métodos e justificativas do conhecimento em relação ao tema ou prática em questão. ↩︎








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